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Meursault por Guilherme Leme

O livro de Albert Camus – em um monólogo com Guilherme Leme dirigido por Vera Holtz – relata a história de Meursault, o herói condenado à morte porque não joga o jogo, sendo ele estrangeiro à sociedade em que vive. Ele se recusa a mentir, considerando que mentir é também dizer mais do que se sente.

Inicia com a morte da mãe de Meursault em um asilo com ênfase a reação (ou não reação) do personagem, mostrando claramente seus sentimentos reais sem se sentir obrigado a demonstrar sofrimento, bem como demonstra a maneira como a sociedade o vê diante desse comportamento. Após, se envolve por acaso em um homicídio e então no julgamento deixa claro que sente mais aborrecimento do que verdadeiro arrependimento, e então, essa nuance o condena e ele  aceita morrer pela verdade.

O estrangeiro ( 60 minutos / Recomendado para maiores de 14 anos / Ingresso: Sextas-feiras (21 hrs): R$ 40;  Sábados (21 hrs) Domingos (19 hrs): R$ 50 – Teatro Eva Herz – Livraria Cultura )

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Assistindo “Saia Justa” no canal GNT vi a entrevista com o ator de teatro Fernando Eiras, falando sobre o espetáculo “In on it” e me interessei muito.

“In on it” não é só uma peça de teatro, daquelas que você está lá só pra “receber” a trama. Ela precisa de um complemento seu. Do seu raciocínio, da sua reflexão, da sua surpresa… O cenário é simples, dois homens, duas cadeiras e um casaco. O suficiente para ser incrível – e olha que quem está falando isso é a mesma pessoa que fica extasiada com as superproduções dos musicais da Broadway, por exemplo.

O texto é do canadense Daniel McIvory, com Emílio de Mello e Fernando Eiras no elenco, dirigido por Enrique Diaz.

São três histórias, ou três “camadas” de montagem. Enquanto os atores ensaiam trechos de uma peça que fala de um homem que descobre estar doente, eles mostram seus pontos de vista sobre cada situação, e contam detalhes da “vida real”, do passado e do presente. Eles conseguem dar um nó entre todas as histórias e concluir com apenas UM final comum.

É surpreendente! É uma mistura das sensações que dá na cena final dos filmes “O Sexto Sentido” e “Desejo e Reparação”. O despertar para realidade, a vontade do ser humano de controlar sua própria história, de quanto é duro enxergar o passado e aceita-lo, sem distorção da verdade… É, realmente precisa de concentração.

Eu fui assistir em São Paulo (com a querida Lu Moreira), no Teatro Eva Herz – na Livraria Cultura. Mas a temporada acabou. Não sei dizer ao certo onde está passando agora porque não encontrei essa informação no site da peça – http://inonit.wordpress.com/. Mas se vocês ouvirem dizer que está passando em algum teatro por perto, não percam!

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