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Posts Tagged ‘Itália’

A causa da minha ausência por esses dias é ótima: passei 20 dias na Itália! Voltei com alguns quilinhos a mais e muitas coisas pra contar…

Começamos a viagem pela Sicília, em Palermo, a capital. Bom, logo de cara já encontramos o Papa, pode?? Ele estava lá e passou de papa-móvel a 2 quadras do nosso hotel. Não sou a maior fã dele, mas o papa é o papa, né?…

À noite fui a um restaurante que saiu no New York Times e estava super ansiosa pra conhecer. Chama-se Antica Focacceria San Francesco e existe desde 1834. Confesso que fiquei um pouco decepcionada… Estava bom, comi um spaguetti alla Norma (típico da Sicília), mas não o tanto que esperava. O mais divertido é o caminho pra chegar lá: aquelas ruelas apertadíssimas, cheias de carros estacionados de qualquer jeito, muita confusão, motos, carabinieri e etc. Nessa região a confusão do trânsito é beeeem maior; todo mundo se xinga muito e buzina. Buzina, buzina, buzina. Maior divertido, até desestressa!

Palermo é linda, mas muito descuidada. Dá muito dó ver aqueles prédios, monumentos, estátuas, todos sem restauração; muitos estão até pixados. Essa é a diferença do sul e do norte da Itália… Mas também tem a parte boa. É cheia de feirinhas de frutas super coloridas, barraquinhas de antiguidades… A cidade parece um mercado de pulgas! Deu vontade de comprar tudo o que vi!

De lá, fomos conhecer algumas ruínas em Erice, Agrigento e Segesta, do tempo em que a região pertencia aos gregos. São lugares lindíssimos. Erice é uma cidadezinha murada, com castelinho, igreja e tal. O teto da igreja, é todo em estuque, que parece gesso, a coisa mais linda; nunca tinha visto. Logo na entrada tem um café todo moderninho, onde eu comi um docinho maaaaravilhoso, que era de mandorla e zibibbo, que eu não faço idéia do que significa, mas era ótimo.

Agrigento era uma cidade importante, rica, cheia de templos, e segundo a lenda foi fundada por Dédalo. Fui ao Valle dei Tempi, com templos do século 5º a.C.

Agrigento

O Templo da Concórdia é o mais conservado deles. Os templos eram pagãos e este se “salvou” porque foi tranformado em uma igreja cristã no século 4º a.C. Nele estava tendo uma exposição de arte contemporânea. Adoro a mistura…

L’Albero dei Crani, de Daniel Spoerri

Em Segesta tem um templo só, então aproveitei pra almoçar por lá. Em uma trattoria que eu estava com medo de entrar, de tão feia que era por fora. Mas não teve jeito, era o único lugar aberto na cidade. Aquela história – o garçom é dono da trattoria, junto com o resto da família, coisa e tal. Foi o segundo melhor prato que comi na viagem! Busiata della casa, com presunto cru, funghi e tomate. Essa busiata é uma massa que eles faziam lá, muito boa; um pedacinho de tagliarini que se enrola num tubo fino – um por um. Delícia! Ah, se um dia vocês passarem por lá, Trattoria Maiorana, mas todo mundo conhece como Trattoria del Luciano; fica na rua principal. Detalhe, estavamos em 10 pessoas, pedimos entrada, tomamos vinho, comemos muito bem e a conta total deu 88 euros…

Depois fomos pra Taormina. Ficamos em um hotel super gostoso, no nível da praia, chamado La Plage. Era ótimo, mas tínhamos que pegar a Funivia para ir ao centro. Deve ser mais divertido ficar lé em cima… A cidadezinha é linda, cheia de lojinhas e restaurantes charmosos. Comprei coisas lindas pra mim em duas lojas de antiguidades que são vizinhas e ficam logo depois da igreja. Imperdível! Coisas maravilhosas a um preço ótimo! Dá a maior “deprê” morar tão longe e não poder levar relógios, quadros, lustres…

Na cidade também tem o Teatro Antico, cuja construção começou no século 3º a.C. pelos gregos e foi retomada depois pelos romanos. O que ficou é praticamente só romano; sobraram apenas algumas colunas gregas. A vista de lá é linda, com o mar no fundo!

Bom, depois vem um programa que eu não sei definir muito bem se gostei ou não… Fui ao Etna. Chegamos à base do vulcão de carro antes de pegar o jipe para subir. Já de baixo é muito interessante –  o vulcão entrou em erupção pela última vez não faz muito tempo e ainda se pode ver a destruição, por onde a lava passou. É uma paisagem de 2 cores, o verde da vegetação e o preto das pedras vulcânicas.

Pra subir é uma loucura, achei muito perigoso; o caminho é super estreito, parece que vamos despencar e cair dentro de uma cratera. Até o topo são 3 paradas – o motorista é o único a acompanhar o grupo de umas 20 pessoas, ele só fala italiano e não conta ninguém quando saímos e entramos no jipe. Ok, dramas a parte, já na segunda parada estamos acima das nuvens, é estranho. E lindo.

Na última para estamos a 2900 metros, é muito alto, Deus! Vento, vento, vento. Não consegui ficar muito tempo fora do jipe.

Pela quantidade de fotos, e assunto, acho que gostei né? Ok, decidi.

Saí de lá morta de fome, pra variar, e paramos no primeiro lugar que encontramos. Era uma vínicola, com um lugar para degustação de vinhos e frios, chamada Gambini Vini. O lugar é super cuidado, com vista para as parreiras e estava o maior frio. Foi ótimo! Esquentei tomando vinhos maravilhosos…

E então chegamos à famosa Costiera Amalfitana.

Em Ravello, visitei a Villa Rufolo, que tem jardins super coloridos com vista para o mar. Vale super a pena. E tem uma galeria na praça que vende umas réplicas de quadros famosos, algum detalhe dos quadros, com técnica de afresco. Comprei duas! E lá, cidade onde a música é muito importante, foi inaugurado esse ano o Auditorium Oscar Niemeyer! Olha que chique… E foi uma pena não ter conseguido assistir a nenhum concerto; no dia seguinte teria um nesse jardim que visitei… Fica pra próxima!

Tentamos almoçar em Amalfi mas estava impossível, intransitável. Paramos num restaurante muito gostoso na estrada entre Amalfi e Positano e comemos muito bem – La Taverna del Leone, está no guia Michelin.

Capri é a cidadezinha mais “chicosa”; todas as lojas importantes estão lá e tem uma joalheria atrás da outra com esmeraldas e mais esmeraldas. Fomos jantar no Capri’s, logo na entrada da cidade. O dono do restaurante é maluco, doidíssimo; foi super divertido e a comida estava ótima! Em outra noite jantamos no La Campannina, que também tem um dono superstar, o signor Antonio. Perto do restaurante, achei uma loja de cerâmicas maravilhosas, diferenciadas, muitas assinadas. Chama Adele and Silvia e existe desde 1919. Comprei várias coisas lindas, e pequenas. Arrasada de novo, porque queria um espelho enorme que tinha lá. Olha que lindo:

Specchio con angeli, de Castelli

Em Anacapri, visitei a igreja, que é toda de ladrilhos com desenhos do paraíso – Adão e Eva, animaisinhos e tal. Não se pode pisar no chão, tem uma passarela de madeira para as pessoas andarem. Fui também à Villa di San Michele, que é uma das 12 villas construídas por Tibério. Esta é especialmente interessante porque pertenceu a Axel Munthe, médico sueco que se apaixonou pela região. A villa foi tema de seu livro – publicado em 1929, “O livro de San Michele” funde de maneira fantasiosa reflexões filosóficas sobre vida e morte, ética médica e direitos dos animais (moderno ele, né?). O livro foi traduzido em mais de 40 línguas, continua sendo reeditado e é um dos mais famosos e lidos dos 1900. (O pessoal aqui em casa já leu; vou procurar, ler também e depois conto o que achei!)

Tibério governou o império romano de Capri de 26 a 38 d.C. Como era pagão, tudo o que vinha dele era descartado pelas pessoas, por acreditarem que trazia má sorte. E esse Munthe, espertinho, pegava tudo o que estava jogado e levava pra casa dele. A Villa tem relíquias espalhadas por toda parte. Inclusive uma esfinge egípcia, do tempo de Ramsés II, 1.200 a.C. – que ninguém sabe como foi parar lá. No livro ele cita a esfinge; diz que a viu em um sonho e quando acordou foi buscá-la. “X”…

E sabem quem eram os amiguinhos de Munthe?? Oscar Wilde, Conde Zeppelin (inventor do dirigível) e muita gente da nobreza da Europa frequentava a Villa di San Michele.

Indo embora, passamos correndo por Amalfi para conhecer a catedral. Ainda bem. Deu até frio na barriga! Gente, é a coisa mais linda… Cheia de coisas pra ver, várias salas diferentes, muita coisa linda. E já que estava lá, aproveitei para entrar em algumas lojinhas, né, poxa?! Embaixo da escadaria da igreja, do lado direito, tem uma loja de cerâmica chamada Affonso Fusco, que tem umas coisas bem diferentes do que a gente vê no resto da costa. E na praça, também do lado direito, tem uma papelaria liiiinda, que acho que chama La Scuderia del Duca, com um chão de vidro com vários papéis de pergaminho embaixo.

A pressa toda em Amalfi era porque estávamos a caminho de Pompéia, super ansiosos. A cidade é do 7º século a.C. e só foi descoberta no século 16. Estava soterrada por cinzas. Sua destruição começou ano de 62, quando um terremoto atingiu a região; depois de 17 anos, com a cidade ainda em reconstrução, veio a erupção do Vesúvio. As pessoas, achando que o tremor era de outro terremoto, ficaram em suas casas esperando que passasse. Aí veio o gás, matou a todos, e depois a lava – por causa disso, pode-se ver vários corpos petrificados lá. Bem macabro. É uma área bem grande, acho que 62 hectares, e se parece muito com as nossas cidades de hoje. Quarteirões, ruas, praças, casas de ricos, casas de pobres, bares, e prostíbulos, claro. Nos muros, tem placas com um pênis indicando a direção das casas de prostituição, ok pra você? A cidade era pagã, o sexo era uma coisa super normal e escancarada. Vimos muita coisa bacana, contratamos um guia ótimo que contou várias histórias. Mas isso dá outro post, muita informação…

"bar" de Pompéia

E chegamos a civilização! Roma, que delícia! Só teve um problema. Turista. Que praga é essa, Deus?? Que coisa horrível, estraga qualquer paisagem… Olha o estado da escadaria da Piazza di Spagna, parece arquibancada de estádio de futebol:

Hotel Ambasciatore, na via Veneto, super recomendo. E perto do hotel, descendo para a Piazza Barberini, tem a Arion, papelaria/livraria muito boa, vale a pena perder um tempinho lá. Bom, vamos à comida: também por ali, jantamos na Hostaria Romana com o melhor antipasto da viagem, maravilhoso, e Saltimbocca alla Romana original; na Cantina Cantarini que é tão boa que é já minha terceira vez lá; e no Al Fienaroli, restaurante em Trastevere, onde eu quase chorei por não ter pedido Spaguetti Caccio e Pepe (típico da região) igual ao da minha mãe, estava muito, muito bom.

Meu lado fútil falou alto e paramos em Montevarchi, na Space. É a fabrica que produz para o grupo Prada, então tem Miu Miu e Jil Sander também. A loja está toda reformada, arrumada, várias pessoas pra atender… e muita coisa pra comprar! Bolsas, roupas, sapatos, carteiras, chaveiros… É o paraíso. Dormimos em Firenze, e jantamos em um restaurante muito bacana, o Buca Mario.

Enfim, Verona. Ai, Verona, adoro! A cidade é tão gostosa, fácil de andar, tudo pertinho e lindo, pessoas bonitas. O hotel ajudou, Colomba d’Oro, a uma quadra da via Mazzini. Almocei meu prato preferido da viagem lá, num restaurante perto do hotel, a Osteria Casa Vino. De entrada, fiori di zucca recheada com ricotta e como prato principal spaguetti com lula, camarão e farofinha de pão. Huuuum…

Comemos também em outros 2 lugares ótimos. A pizzaria Bella Napoli, melhor pizza! Comi uma de tomate, parmesão, presunto de parma e azeite de trufa, maravilhosa. E o outro, La Taverna di via Stella, que fica numa antiga casa que fazia frios, tipo presunto, salame e tal, então tem vários ganchos onde se pendurava a carne no teto. E é cheio de salas, dá pra sentar em vários lugares. Eu não sou muito de risotto, mas pra quem gosta lá tem um risotto all’ Amarone ótimo! Amarone é aquele vinho todo importante, sabem? Preferi tomar o meu…

La Taverna di via Stella

Uma observação importante: todos os restaurantes que fui não são de modinha, chiques, cheio gente; não. São restaurantes com comida boa…  e sem turistas! Ufa… Nada contra, mas dessa vez foi assim. Então se quiserem ver gente e tal, não sigam meus conselhos, ok? E não coloquei os endereços por pura preguiça – tenho todos, se precisarem é só pedir.

E acabou…

Já tô pronta pra próxima viagem!!

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Primeiríssimo: estou ARRASADA com a eliminação da Itália!!! Aquele juíz idiota tinha que anular o gol do empate??? Pra quem não sabe, a Itália teria que empatar pra passar para as oitavas…

Tadinho do Cannavaro!…

Agora, mudando um pouco de esporte. Eu sei que nessa época do ano não se fala em outra coisa por aqui a não na bendita Copa. Mas depois de muita pesquisa, consegui achar notícias de Wimbledon! Sim, já começou!

Vocês sabiam que hoje foi o terceiro dia do jogo entre John Isner e Nicolas Mahut? Até ontem, eles estavam jogando a quase 10 horas e o placar marcava 59 a 59 no tie-break! Enfim, hoje o jogo acabou, totalizando 11h5min, com a vitória de Isner. Placar: 70X68.

John Isner

Eles entraram para a história, já que o recorde anterior foi de um jogo em Roland Garros em 2004, que durou “apenas” 6h33… E também bateram o recorde em aces – 215 no total, contra o antigo, 112.

Até a rainha Elizabeth se interessou novamente pelo tênis e foi assistir a um jogo depois de 33 anos!!

É nessas horas que eu queria ser rainha, viu?!!

Bom, e o nosso querido Thomaz Bellucci venceu sua partida ontem e segue para a terceira rodada do Grand Slam!!

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