Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Erika Palomino’

Já estou até me cansando de tanto ouvir e ler sobre o Brazil! A importância do mercado brasileiro, nossa criatividade, nossa moda… Já fiquei metida!!!!

É muito bom ver que a imagem do nosso país está mudando drasticamente e pra melhor!

Depois de uma Wallpaper inteirinha sobre nós (“Born in Brazil” – quem não tem vá comprar já!!!!), recebi uma newsletter do Business of Fashion com uma big matéria sobre o Brasil.

Achei muito interessante; então vou transcrever as melhores partes pra vocês.

Você escuta sobre isso em jantares, festas e eventos da moda. É o assunto de inúmeras reportagens em diversas revistas. Alguma coisa especial está acontecendo no Brasil. E hoje, o momento não tem nada a ver com clichés culturais como futebol e samba. O Brasil está reinvidicando  seu lugar no globo e o interessante é que a moda está representando o maior papel na ascendência do país.

A tremenda energia no mercado fashion brasileiro está fluindo tanto dentro quanto fora do país. Para as marcas internacionais, Brasil é  terra de oportunidade. Só esse ano, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel, Gucci, Louis Vuitton e Burberry fizeram, ou estão fazendo, grandes investimentos no país, abrindo lojas em grandes centros urbanos – especialmente em São Paulo, mas também em Brasília, um rápido emergente para bens de luxo. Inclusive, um representante da Gucci contou ao BoF que em 2009 sua boutique em São Paulo teve uma das melhores performances em vendas do mundo.

Entre os chamados países  BRIC, o Brasil é o único com uma importante indústria de moda própria. Existem incontáveis marcas de ready-to-wear e acessórios bem sucedidas no mercado doméstico e que agora se posicionam fora do país.

Depois de ver boutiques de alto padrão e shoppings brasileiros lotados de consumidores que realmente estão gastando, testemunhar a energia criativa e o otimismo do São Paulo Fashion Week, e conversar com vários líderes da indústria, não existem mais dúvidas: o Brasil está “pegando fogo”.

Mas também está claro que esse boom não aconteceu da noite para o dia. O crescimento do Brasil como um importante mercado fashion é resultado de um complexo conjunto de fatores.

A Booming Economy

Sem dúvidas, a força mais importante a impulsionar o mercado brasileiro é o seu contexto macroeconômico saudável. A economia do Brasil vem se expandindo gradualmente há anos, resultado da política econômica e do clima social estáveis e de reformas de longo prazo feitas pelo governo atual e pelo anterior.

Enquanto boa parte do mundo entrou em recessão severa em 2008, o Brasil continuou a se expandir.

Entre os mais de 190 milhões de habitantes brasileiros também aconteceram importantes mudanças demográficas. A distribuição da riqueza está mudando: grande parte da população passou para as classes média e média-alta. Também houve uma significante migração para áreas urbanas. E apesar dos rumores de que o crescimento tende a diminuir nos próximos anos, espera-se que os números continuem suficientes para abastecer a demanda interna e atrair marcas internacionais.

National Optimism

A economia robusta, por sua vez, alimentou a auto-confiança do Brasil. Seja no SPFW, nas ruas, ou nos shoppings do país, existe um palpável otimismo no ar: o Brasil acredita em si mesmo.

Mas não foi sempre assim. Quando perguntada sobre o motivo principal por trás do otimismo atual, Erika Palomino, sem dúvida a mais conhecida jornalista de moda no Brasil, apontou que a recém descoberta auto-estima é tão importante quanto números positivos: “Por um longo tempo não acreditávamos em nós mesmos e sempre olhávamos para o exterior, pensando que outros países faziam coisas melhores. Isso mudou.” E também sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 aumentou essa sensação de confiança.

The Advantages of Insularity: A Strong Domestic Market

Sara Andrade, editora da Vogue Portugal, “Uma das coisas que o Brasil tem a seu favor é que o país realmente se “sustenta” – tem sua própria produção, seus próprios artistas, e até seu próprio mercado. Isso o faz menos dependente de outros países.”

Os consumidores brasileiros parecem apostar nos seus designers, assim como fazem com marcas internacionais. Até aqueles que podem comprar de casas européias como Prada ou Valentino, procuram deliberadamente por marcas brasileiras.

A Osklen, marca de grande sucesso de Oskar Metsavaht é um ótimo exemplo. A marca oferece um design direcionado, de qualidade, que é usável e então atinge um vasto público. E apesar de estar longe de ser barata, ainda é mais  em conta que a moda internacional, em parte devido aos altíssimos impostos de importação do Brasil. Para medir o sucesso da compania é só olhar para baixo: todos em São Paulo parecem estar usando sapatos da Osklen, facilmente reconhecidos por uma listra na sola.

A Osklen e outras marcas locais são capazes de fazer seus produtos usando praticamente só materiais encontrados no país, o que não é tão surpreendente considerando a abundância de recursos naturais do Brasil, outro fator que reforça sua relativa autonomia em relação às economias externas.

The Price Gap Effect

Sara Andrade colocou outro ponto interessante do mercado interno brasileiro: “Diferente da Europa ou EUA, onde existem muitas opções de street fashion como Zara e Mango, no Brasil as marcas se dividem em dois extremos: de um lado, marcas low-profile como C&A, onde você tem baixa qualidade e baixos preços, e do outro, designers brands, como Maria Bonita e outras marcas menores que oferecem ótima qualidade e design cobrando um preço alto. “Isso significa que quem quer um bom design – a maioria das classes média e alta – não tem escolha a não ser comprar das designers brands. De certo modo, a falta de moda acessível força os consumidores a gastar em marcas sérias.”

Remaining Barriers

Isso tudo não significa que as marcas de luxo internacionais não enfrentem problemas no Brasil. Mudanças estruturais são necessárias para que o país se torne um ambiente realmente amigável para negócios de moda estrangeiros. O principal obstáculo é a exorbitante taxa de importação que mantém os artigos de luxo internacionais fora do alcance da maioria da população. Paulo Borges, presidente da Luminosidade, companhia que faz o SPFW, acrescenta que leis trabalhistas também precisam ser recicladas.

Enquanto ainda existem desafios, tem-se poucas dúvidas de que esse é um momento tremendamente excitante para a moda no Brasil. No BoF, continuaremos com os olhos bem abertos sob o Brasil, esse gigante do Hemisfério Sul que não para de crescer.

Pra quem quiser ler o texto original, vale a pena também conhecer o site:

http://www.businessoffashion.com/2010/08/inside-brazils-booming-fashion-industry.html

Read Full Post »