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Posts Tagged ‘Cinema’

Em um final de semana em SP fui convidada por uma amiga a ir em um cinema “descolado” ali na Rua Augusta e, apesar de ter morado muito tempo por ali, ainda não conhecia o cinema. Já adorei o lugar, as pessoas… Fica no Espaço Unibanco, tem uma livraria, um café, bem bacana! O filme escolhido foi o premiado “Cópia Fiel”, com a francesa Juliette Binoche (aquela que ganhou o Oscar por “O Paciente Inglês” em 1997) como Melhor atriz no Festival de Cannes 2010 e o cantor lírico britânico William Shimell, estreando no cinema, dirigido pelo iraniano Abbas Kiarostami e filmado em belíssimos cenários da Toscana.

É um daqueles filmes intrigantes, que no final você não sabe se entendeu ou não. Eu adorei. E a vontade de escrever esse post pra vocês surgiu de um comentário de um amigo no facebook que dizia assim: “Uma francesa descabelada, sem maquiagem (ok, 1 leve batom), de sapatinho tipo sapatilha, caminhando nas ruas de Arezzo (Toscana) é 300x mais elegante que qq americana. hhehehe” Concordo com tudo!!!

Vou colocar aqui uma crítica que eu adorei sobre o filme:

Mundo da arte
Além da natureza instável do amor, ‘Cópia fiel’ toca outros temas – o primeiro deles, o que dá nome à obra, em torno da importância da discussão sobre o que é autêntico ou falsificado, e o valor, relativo ou absoluto, das muitas cópias encontradas no mundo da arte.

Nesta discussão, é envolvido inclusive um casal de passagem, (o famoso roteirista Jean-Claude Carrière e Agathe Natanson). Justamente quando procura engajá-los a favor de seus argumentos, a protagonista encontra no passante ocasional um intérprete ideal do que está, emocionalmente, tentando dizer a Miller – sem que este a entenda, independentemente da língua que ela fale.

Essas várias línguas que se sobrepõem são o símbolo vivo das várias camadas de incompreensão que podem se acumular entre as pessoas nesta Babel que não é só linguística, mas sobretudo emocional e amorosa. Os vários casais que aparecem no filme – os jovens noivos apaixonados que se sucedem para uma foto junto a uma estátua tida como portadora de sorte; o par maduro que conduz o filme; e uma dupla de velhinhos que eles encontram perto do final – todos se somam como retratos dos vários tempos do amor.

Essa maneira circular de expor seu tema é o grande segredo da magia do filme, que demonstra o engenho raro de sua direção e de sua dupla principal de atores, conduzindo-se esta espiral de sensações com inteligência e sutileza exemplares. Não é o tipo do filme que se vê todos os dias. Mas é certamente o tipo que se deseja imediatamente rever.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

Ela está maravilhosa! Só faltou um detalhe, o vestido que ela passa o filme todo, um Lanvin, impediu a exibição do filme no Irã.

Outra curiosidade também, foi que  ao agradecer o prêmio no Palácio dos Festivais, a francesa exibiu um papel com o nome do diretor iraniano Jafar Panahi, que estava preso há mais de um mês, acusado de ter preparado um filme sobre as manifestações posteriores à controversa reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad em 2009. Panahi foi liberado na terça-feira sob fiança, 48 horas depois do encerramento do Festival de Cannes, para o qual havia sido convidado a integrar o júri.

Eu recomendo.

 

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Ahhh… Vi hoje o trailler do filme Sex And The City 2 e já estou ansiosíssima pra assistir! As divas nos Emirates, com direito a camelo e tudo!!! Claro que vou dividir isso com vocês!

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Alice no País das Maravilhas

Lol folks! Olhem o que eu acabei de comprar! O livro “Alice no País das Maravilhas” (Lewis Carroll – Ed. Universo dos Livros), uma daquelas fábulas que todo mundo já conhece e que em breve estreará no cinema adaptada pelo cineasta Tim Burton. E antes que eu seja “contaminada” pela estética deste diretor, resolvi reler a história. Esta edição é ilustrada por Luciana Ruivo e é uma alternativa pra quem não quer levar pra casa um exemplar destinado exclusivamente para crianças. Mando notícias da toca do coelho!

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